APOSTILA DE GEOGRAFIA DO 1 ANO –2020
MODELO DE AULA - PROFESSORA LAISA CABRAL
PRINCIPAIS CONCEITOS GEOGRÁFICOS
- Espaço Geográfico - O espaço geográfico se constrói a partir da relação histórica entre a sociedade e a natureza e que, por isso mesmo, é dinâmico e está em constante transformação.
É um lugar onde é reproduzido as relações humanas e todos seus processos de transformação ao longo do tempo vivido.
“o espaço geográfico é o palco das realizações humanas”
- Paisagem: é tudo aquilo que vemos, que nossa visão alcança.
A paisagem pode ser:
- Natural: onde há predomínio de aspectos naturais
- Artificial ou humanizada: onde há intervenção humana. (Ação Antrópica)
- Lugar: È a base de reprodução da vida. É onde fica o registro histórico do cotidiano das pessoas, o modo de como ocupa e faz uso dele.
- Região: é o termo usado para diferenciar uma área e o seu entorno. É comum a distinção de região violenta, região da seca, região política e outros.
Na ciência geográfica o conceito de região está ligado à idéia de diferenciação de áreas. As regiões podem ser estabelecidas de acordo com critérios naturais, abordando as diferenças de vegetação, clima, relevo, hidrografia, fauna e etc., e sociocultural que corresponde à avaliação das condições sociais e culturais que insere no espaço geográfico.
Regionalizações do Brasil - Regionalizar o espaço geográfico é dividi-lo em regiões, levando em conta as diferenças paisagísticas e a organização sócio-econômica das diversas áreas. É possível regionalizar espaços geográficos grandes ou pequenos. Pode-se regionalizar um bairro, dividindo-o em áreas residenciais, industriais, e comerciais. Pode-se também dividir o mundo inteiro, identificando, por exemplo, regiões desenvolvidas e subdesenvolvidas.
A regionalização em geografia veio justamente para atribuir a estas paisagens, lugares, uma homogeneidade na divisão espacial. Ajudando a compreender e analisar o espaço e suas peculiaridades.
*** Slides Geografia do Brasil - até slide 23
A SOCIEDADE, A CONSTITUIÇÃO E A TRANSFORMAÇÃO DAS PAISAGENS
A TEORIA DO BIG BANG
O Big Bang é a teoria mais aceita na comunidade acadêmica sobre a origem do universo. Nesta teoria, o universo não é estático e se encontra em constante expansão, ou seja, as galáxias estão se afastando umas das outras. Portanto, no passado elas deveriam estar mais próximas que hoje, e, até mesmo, formando um único ponto.
A teoria do Big Bang foi anunciada em 1948 pelo cientista russo naturalizado estadunidense, George Gamow (1904-1968). Segundo ele, o universo teria surgido após uma grande explosão cósmica, entre 10 e 20 bilhões de anos atrás. O termo explosão refere-se a uma grande liberação de energia, criando o espaço-tempo.
Supõe-se que a Terra tenha 4,6 bilhões de anos. Um milhão de anos após sua formação, a superfície da Terra já apresentava um aspecto semelhante ao atual, com rochas, oceanos e uma temperatura não muito diferente da que existe na atualidade.
A ESTRUTURA INTERNA DA TERRA
As camadas da terra
Crosta: É a parte mais superficial da terra, composta por material que foram resfriados e solidificados (silicato de alumínio) SIAL. A primeira camada, basicamente é formada por composição de granito nos continentes e basalto nos oceanos . Chega a atingir cerca de 70 Km de espessura.
Manto: Segunda camada da Terra, formada por minerais, como o silício e magnésio (SIMA). É a porção mais volumosa das três camadas.
Núcleo: O núcleo corresponde a 1/3 da massa da Terra e contêm basicamente elementos metálicos (ferro e níquel- NIFE), o núcleo é dividido em núcleo interno e externo, sendo um sólido e outro líquido. As temperaturas são altíssimas, 5.000oC
Observação importante:
O ponto crucial para o desenvolvimento da teoria da Deriva Continental, que na sua essência significa movimentação dos continentes, ou ainda, placas que se movem, é a constatação de que a Terra não é estática. Então Wegener percebeu que a costa da África possuía contorno que se encaixava na costa da América do Sul.
Outro vestígio que reforça a teoria foi a descoberta de fósseis de animais da mesma espécie em continentes diferentes, pois seria impossível que esses animais tivessem atravessado o Oceano Atlântico, a única explicação é que no passado os dois continentes encontravam-se juntos.
AS PLACAS TECTÔNICAS
Importante: A Crosta Terrestre é formada por um conjunto de placas tectônicas que deslizam sobre uma camada viscosa e fluida denominada astenosfera, na qual possibilita a movimentação e a formação dos continentes.
TECTONISMO
O Círculo de Fogo do Pacífico – também onhecido como Anel de Fogo do Pacífico – é uma zona de elevada instabilidade geológica, cuja forma possui um aspecto de curvatura em ferradura ao longo do maior oceano do mundo.
AS ROCHAS QUE COMPÕEM A LITOSFERA
O que são rochas?
São agregados de minerais que formam toda a crosta terrestre e as partes mais profundas do planeta (com exceção do núcleo externo, que é a única parte líquida existente no interior da Terra). As rochas da crosta podem ser facilmente observadas em seus três tipos:
• Rochas ígneas ou magmáticas, formadas pela cristalização do magma;
• Rochas sedimentares, formadas pela compactação e endurecimento de sedimentos;
• Rochas metamórficas, formadas pela transformação de qualquer tipo de rocha quando submetida a altas temperaturas e pressões.
Tipos de Rochas e Minerais
ROCHAS MAGMÁTICAS OU IGNEAS
AS ROCHAS QUE COMPÕEM A LITOSFERA
O que são rochas?
São agregados de minerais que formam toda a crosta terrestre e as partes mais profundas do planeta (com exceção do núcleo externo, que é a única parte líquida existente no interior da Terra). As rochas da crosta podem ser facilmente observadas em seus três tipos:
• Rochas ígneas ou magmáticas, formadas pela cristalização do magma;
• Rochas sedimentares, formadas pela compactação e endurecimento de sedimentos;
• Rochas metamórficas, formadas pela transformação de qualquer tipo de rocha quando submetida a altas temperaturas e pressões.
Tipos de Rochas e Minerais
ROCHAS MAGMÁTICAS OU IGNEAS
As rochas magmáticas, ou ígneas, como também são chamadas, são formadas pelo magma solidificado expelido por vulcões, e ainda podem ser subdivididas em dois tipos: intrusivas e extrusivas;
Rochas magmáticas intrusivas - intro=dentro
São as rochas formadas pelo magma que se solidificou em grandes profundidades. O granito é uma das variedades desse tipo de rocha. No Brasil, algumas serras são formadas de granito, como a da Mantiqueira e do Mar, e algumas serras do Planalto Residual Norte-Amazônico.
Rochas magmáticas extrusivas : São as rochas que são formadas pelo magma solidificado na superfície. Um exemplo de rocha extrusiva é o basalto.
Rochas Sedimentares
Intemperismo é processo de desgaste das rochas. Estes desgastes podem ser físicos ou químicos.
As rochas sofrem o processo de intemperismo, erosão, transporte e sedimentação.
Rocha metamórfica
É um tipo de rocha derivado da metamorfose (transformação) de rochas magmáticas ou sedimentares que sofrem modificação em sua composição atômica, devido à influência das diferentes condições de temperatura, pressão ou atrito.
Exemplos de rochas metamorficas são o mármore (originado do calcário), quartizito (originado do arenito), gnaisse (originado do calcário).
O CICLO DAS ROCHAS
O SOLO.
O RELEVO TERRESTRE
O relevo terrestre e submarino se desenha através da ação de vários fatores internos e externos. Dependendo da força da ação, formam-se vários tipos de relevo, alguns mais altos, como planaltos e montanhas, e outros mais baixos, como é o caso de planícies e depressões.
Os seres vivos também ajudam a esculpir o relevo e, ao mesmo tempo, dependem dele.
Relevo – “é o conjunto de formas presentes na superfície sólida do planeta”. Resulta da estrutura geológica (fatores internos) e dos processos geomórficos (fatores externos). O primeiro forma a estrutura do relevo e o segundo esculpe as formas.
AGENTES DO RELEVO
Agentes endógenos do relevo: Os agentes endógenos, ou internos, do relevo são processos estruturais que atuam de dentro para fora. Às vezes, vêm com muita força e rapidez, modificando o relevo. Eles acontecem por causa do movimento das placas tectônicas e dos fenômenos magmáticos.
São exemplos de agentes internos: o tectonismo, o vulcanismo, os terremotos e abalos sísmicos.
Agentes exógenos do relevo: Agentes exógenos, ou externos, são aqueles que esculpem o relevo terrestre através de um processo erosivo, o intemperismo, que pode ser químico (alteração da constituição da rocha), físico (desintegração) ou biológico (ação dos seres vivos).
• Intemperismo, que transforma as rochas duras em grãos soltos;
• Erosão, ou seja, a retirada do seu local de formação;
• Transporte (pela água, na forma de rios, enxurradas, ou mesmo nos oceanos, pelas ondas, marés e correntes, vento ou geleiras);
• Sedimentação, que ocorre quando o agente de transporte não tem mais energia para continuar a carregar o material.
O intemperismo físico é a desagregação das rochas por agentes físicos e biológicos.
A temperatura do ar e a água são agentes físicos. Por exemplo: as rochas estão superaquecidas, pelo calor do sol, daí são resfriadas bruscamente pelas chuvas, dessa forma ocorre a desagregação das rochas.
O intemperismo químico é a decomposição das rochas por agentes químicos e biológicos, por exemplo, formação das cavernas.
A matéria orgânica produz substâncias que causam a decomposição das rochas, é portanto, um exemplo de intemperismo químico.
AS PRINCIPAIS FORMAS DO RELEVO
1) Planície – áreas extensas planas em que há mais sedimentação que erosão. Áreas chatas e mais baixas, geralmente, no nível do mar. Porém, podem ficar em terras altas, como as várzeas de um rio num planalto.
2) Montanha – terrenos bastante elevados, acima de 300 metros.
3) Depressão – áreas situadas abaixo do nível do mar ou das outras superfícies planas.
Depressão absoluta- estão situadas abaixo do nível do mar. (depressão do mar Morto)
Depressão relativa- estão situadas acima do nível do mar, mas abaixo das áreas vizinhas.
4) Planalto – terras mais altas que o nível do mar, razoavelmente planas delimitadas por escarpas íngrimes. Há mais erosão que sedimentação.
O Relevo Submarino
Plataforma continental - É um prolongamento da área continental emersa (o continente) com profundidade de até 200 m. Margeia todos os continentes, sua extensão varia de 70 km a 1.000 km.
A plataforma continental é considerada a área mais importante do relevo submarino, pois é nessa região que a luz do sol atinge praticamente o fundo oceânico, permitindo a ocorrência de fotossíntese e o crescimento do plâncton, este último, indispensável para a alimentação de peixes e animais marinhos. Por isso, ficam aí as maiores regiões pesqueiras e também as bacias petrolíferas.
Talude continental- É outra unidade do relevo submarino, que se forma imediatamente após a plataforma continental. Tem origem sedimentar e inclina-se até o fundo oceânico, atingindo entre 3.000 e 5.000 metros de profundidade. O relevo do talude continental não é regular, ocorrendo freqüentemente cânions e vales submersos.
Nessa área encontramos restos de seres marinhos e argila muito fina. Podemos ainda encontrar nessa região vulcões isolados e dispostos em linha, que dão origem às ilhas oceânicas, por exemplo, as ilhas do Havaí.
Planície abissal ou bacia- São áreas extensas com mais de 5.000 m de profundidade. Estendem-se desde o talude continental até as encostas das cordilheiras oceânicas. Por vezes, essa planície é interrompida por montes submarinos (com alturas entre 200 metros e 1.000 metros) ou mesmo por montanhas submarinas, de origem vulcânica com elevações acima de 1.000 metros, dando origem por vezes a ilhas oceânicas.
Nesta zona do oceano não há luz alguma, as temperaturas são baixas e a vida marinha não é tão abundante, predominam peixes cegos, algas e polvos gigantes.
Cordilheira oceânica- São elevações que ocorrem de forma regular ao longo dos oceanos. Estendem-se por 84 mil quilômetros no total, com uma largura por volta dos mil quilômetros. Nessa área encontramos intensa atividade sísmica (tremores) e vulcânica. A cordilheira oceânica divide a crosta submarina em duas partes, representado uma ruptura ou cicatriz produzida durante a separação dos continentes.
No oceano Atlântico, a cordilheira oceânica é chamada de meso-atlântica, porque ocupa a parte central deste oceano, na Islândia a cordilheira emerge na forma de ilha e a área é constantemente abalada pelos fenômenos já citados. Nos oceanos Pacífico e Índico, as cordilheiras áreas mais laterais (marginais) mais próximas dos continentes.
Fossas oceânicas- São depressões alongadas (compridas) e estreitas, com grande declividade que ocorrem ao longo das áreas de subducção de placas tectônicas, ou seja, são fendas que atingem grandes profundidades entre 7.000 e 11.037 m, onde a placa oceânica mergulha de volta para o manto.